Você lembra da cena. O disco só sabe que ela se chama C0042.MP4.
O Vidi indexa o conteúdo visual do seu acervo dentro da sua máquina e encontra o instante por descrição em português. Roda offline depois do modelo instalado, não altera um byte do original, e exporta uma timeline que abre no Premiere e no Resolve.
- Windows 11 x64
- macOS 14+ Apple Silicon
O problema
O take existe. O problema é lembrar em qual dos discos ele está.
Você lembra da cena: a moça atravessando a rua molhada, contraluz, guarda-chuva vermelho. Foi em alguma diária no centro. O nome do arquivo é A012_C007_0421XY.mov e a decupagem parou no terceiro dia de captação. Aí começa o de sempre: montar o disco, abrir pasta por pasta, arrastar o playhead, perguntar no grupo se alguém lembra. Uma hora depois você desiste e regrava o que já tinha. A saída óbvia seria um sistema na nuvem, até você fazer a conta de subir 12 TB por uma banda de escritório, somar a mensalidade por usuário e lembrar que metade dos contratos proíbe o material sair da sua rede. O acervo continua no disco. E continua invisível.
Descreva a cena, receba o arquivo e o instante
Digite "pessoas caminhando na praia ao entardecer". Voltam os trechos ordenados por relevância, agrupados por vídeo, com miniatura, caminho completo e a posição dentro do arquivo. Um clique abre o preview, outro revela o arquivo no Explorer. Veio pouca coisa? Baixe o limiar. Reordena na hora, sem reindexar nada.
Leve a seleção para o editor sem copiar um gigabyte
Marque os trechos, escolha a ordem, defina os handles e exporte. Sai um .otio apontando para os arquivos originais onde eles já estão. Abre no Premiere Pro 25.6+ e no Resolve 20.3+. Premiere mais antigo recebe FCP7 XML do mesmo manifesto. Antes de exportar, um preflight lista mídia offline, arquivo fora da raiz autorizada e handle que estourou o fim. Você descobre no Vidi, não na frente do cliente.
Caia no frame certo, inclusive em 23.976 e 29.97 drop-frame
Esta é a parte que dá trabalho e ninguém vê. O Vidi nunca usa float como fonte de tempo: cada trecho carrega o PTS inteiro da origem, o time base como fração, o timecode inicial, a flag de drop-frame e a rotação. A conversão só acontece na hora de escrever o arquivo do editor. Dá para conferir sem acreditar em mim. Abra o .otio num editor de texto.
Corte a internet da máquina e continue trabalhando
Rede acontece uma vez: baixar o pacote de modelo, com checksum e origem na tela. Máquina sem rede importa o mesmo pacote como arquivo. Depois disso, catalogar, buscar e exportar não tocam a rede. Não existe conta, login nem função de upload. O teste é fácil: bloqueie o executável no firewall e trabalhe o dia inteiro.
Indexe a noite inteira ou enquanto edita: você decide
Três perfis de recurso, com o efeito escrito na tela, mais a opção de forçar CPU e deixar a GPU inteira para o editor. O app mede a capacidade real antes do primeiro lote e cresce aos poucos; se a memória aperta, ele recua em vez de derrubar o job. Pause, reinicie o computador, retome: volta do último ponto íntegro e não recalcula o que já estava confirmado.
Seu bruto continua byte a byte como estava
Mídia-fonte somente leitura é regra de arquitetura, não configuração: nenhum caminho do código altera, move ou apaga arquivo seu. Índice, miniaturas e banco vivem num diretório do próprio app, nunca dentro da sua pasta de mídia. Um auditor tira snapshot SHA-256 da árvore antes e depois de cada rodada de teste e falha se um byte mudou. Apagar o catálogo inteiro não custa um frame.
Perguntas frequentes
- Isso me obriga a subir tudo para a nuvem?
- Não. O app não tem função de upload nem conta de usuário. O processamento roda num serviço local que só conversa consigo mesmo, em loopback autenticado. A rede é usada num único momento: buscar ou atualizar o pacote de modelo, com consentimento e checksum.
- Ele acha qualquer coisa que eu pedir?
- Não. E é melhor você saber agora. Esta versão indexa só o conteúdo visual, por amostragem. Fala, texto em cena, música e movimento não entram. Se a cena só existe porque alguém falou uma frase, o Vidi não acha. Eventos muito curtos também podem escapar da amostragem. Essas fontes de sinal estão no backlog, depois da 1.0, sem data prometida.
- Eu uso Mac. Dá para entrar?
- Hoje não. O beta é Windows 11 x64. macOS em Apple Silicon é alvo declarado e o código foi escrito para as duas plataformas desde o primeiro dia, mas o lado Mac está com zero execução: nenhum benchmark rodado, nenhum build assinado, nenhum teste em máquina real. Prefiro dizer isso agora a te colocar numa lista fingindo que existe data.
- Se está funcionando, por que não tem botão de download?
- Porque "roda na minha máquina" não é "roda na sua". O pipeline completo está implementado e coberto por testes, o app empacotado passa os testes de inicialização em CUDA e em CPU, e existem dois instaladores Windows. O que falta não é código: é certificado de assinatura, instalação numa máquina limpa de verdade, a build de FFmpeg de release pinada e todo o macOS. Instalador sem assinatura o Windows trata como suspeito, e com razão. Por isso o beta é escolhido a dedo.
- Tauri v2
- Rust
- React 19
- Python 3.12
- FastAPI
- SQLite
- LanceDB
- FFmpeg
- CLIP
Antes de escrever a primeira linha do Vidi, eu fui logger. Trabalhei em externas nos Estados Unidos organizando o bruto e entregando para os editores, que estavam em outro país. Na transmissão do IPO do Nubank, direto da bolsa de Nova York, o meu trabalho era garantir que quem ia montar achasse o take certo sem ter estado lá. Antes disso, cinco anos numa produtora, do lado técnico do estúdio e da infraestrutura ao mesmo tempo. O Vidi é a ferramenta que eu queria ter tido nas duas situações.
João Pedro Mantovani · Engenharia de Computação · Instituto Mauá de Tecnologia